CAIXA DO MÊS | AGOSTO 2023

Autor: Ruy Braga

Prefácio: Sean Purdy

Coleção: Mundo do Trabalho

Apoio: Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

A angústia do precariado: trabalho e solidariedade no capitalismo racial

Como compreender o comportamento político dos trabalhadores racializados nos Estados Unidos? E dos trabalhadores brancos que vivem em pequenas cidades rurais? A eleição de Donald Trump, em 2016, pode ser interpretada apenas como resultado de uma classe trabalhadora branca ressentida e empobrecida? A angústia do precariado, nova obra do sociólogo Ruy Braga, é fruto de uma pesquisa de campo em pequenas cidades rurais nos Montes Apalaches, região que concentra historicamente a pobreza branca nos Estados Unidos. O estudo coloca à prova a hipótese da eleição de Trump partindo de uma problematização teórica inspirada nos marxismos negro e latino-americano.
 
Durante sua pesquisa, em vez de comunidades mobilizadas pelo ódio aos imigrantes e aos negros, o autor encontrou grupos de trabalhadores vivendo em constante agonia, em profunda crise sociorreprodutiva, o que os aproximou das condições de subsistência das comunidades negras. Essa confluência indesejada ajudou a criar as condições sociais necessárias para a eclosão de protestos de trabalhadores brancos… Em favor das vidas negras! O livro se dedica a interpretar essa anomalia sociológica por meio da análise do longo processo de reconstrução das identidades coletivas dos trabalhadores precários americanos, desde a crise do fordismo até o advento da pandemia do novo coronavírus.
 
A angústia do precariado é o último volume de uma trilogia consagrada à formação do precariado global, ou seja, aquele vasto contingente de trabalhadores em situação de insegurança e sub-remunerados. O primeiro trabalho da série foi publicado em 2012, com o título A política do precariado: do populismo à hegemonia lulista, seguido por A rebeldia do precariado: trabalho e neoliberalismo no Sul global, em 2017. 

“A precarização do trabalho nos Estados Unidos foi impulsionada pela combinação entre o crescimento de empregos sub-remunerados no setor de serviços e a estratégia de terceirização empresarial. Após o início da Grande Recessão, a oferta de empregos cresceu onde predomina a presença de mulheres e de trabalhadores racializados. Além disso, a reprodução de um sistema de saúde baseado na aquisição de seguros para trabalhadores em tempo integral estimulou a contratação de trabalhadores temporários11. Embora o fenômeno do trabalho temporário ainda esteja concentrado nos serviços, esse modelo avançou para setores especializados, como informática e saúde, ajudando a corroer alguns importantes bastiões do emprego em tempo integral.” 

Ruy Braga

Ruy Braga é professor titular do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). Pela Boitempo, publicou A política do precariado: do populismo à hegemonia lulista (2012) e A rebeldia do precariado: trabalho e neoliberalismo no Sul global (2017).

Assista ao curso Entendendo o precariado, com Ruy Braga, na TV Boitempo.

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